Rota do vinho na Borgonha

8 abr

Nessa Páscoa resolvemos fazer a rota do vinho na região da Borgonha na França! A chamada Route des Grands Crus começa na cidade de Dijon e vai até a cidadezinha de Santenay. O caminho é encantador, você vai passando pelas diversas vinícolas da região ao longo da estrada e vai parando nos diversos vilarejos para fazer milhares de degustações de vinhos nas milhares vinícolas ao longo do caminho, então recomendo alugarem um carro para fazerem esse trajeto!

mapa

Não ficamos muito tempo em Dijon, apenas dormimos na cidade e já seguimos viagem para nossa primeira parada, Gevrey-Chambertin!

Gevrey-Chambertin é um vilarejo bem bonitinho, ali paramos para fazer degustação na cave Philippe Leclere, onde você também faz uma visita no local que parece mais um mini-museu. Na maioria dos locais você faz a degustação de graça, e depois, por educação, compra alguma (ou várias) garrafas de vinho. Aqui, como acontece em alguns outros locais também, você não precisa comprar nenhuma garrafa, mas pagava EUR 10,0 pela degustação por pessoa. Bom, eu preferi não pagar pela degustação e levar uma garrafa pra casa, obviamente!

Os vinhos nessa região não são tão baratos assim, especialmente com o câmbio Real-Euro do jeito que está agora, mas obviamente são de ótima qualidade; as garrafas mais baratas custavam em torno de 12-15 euros, outros de preço médio entre 20 e 35 euros, até os mais caros (os Grand Crus) em torno de 100 euros!

Aprendemos muita coisa nessa viagem, como por exemplo, que há apenas um tipo de uva para a fabricação do vinho tinto na região, que é o Pinot Noir, e apenas um tipo de uva para a fabricação do vinho branco, que é a Chardonnay. Nas degustações de um mesmo fabricante, por exemplo, percebíamos claramente a diferença entre um vinho tinto (ou branco) e outro, uns mais encorpados, outros mais leves, ou mais seco, e tudo graças apenas ao solo onde a uva é cultivada, dado que o tipo da uva é a mesma para todos. Então o que faz o Grand Crus ser tão mais caro que os outros, é o solo e a inclinação que a terra possui, que por sua vez, são os lotes de terra mais caros.

Bom, mas voltando ao roteiro, seguimos viagem para Nuit Saint George, onde fizemos nossa parada para o almoço. Na pracinha principal do vilarejo havia diversos restaurantes, todos bem agradáveis, com mesinhas do lado de fora da rua, ótimo preço, e gostamos tanto da comida que voltamos para almoçar lá de novo na volta no último dia!

De lá seguimos para Aloxe-Corton, para fazer uma degustação no castelo de Pierre Andre e por fim chegamos em Pommard, onde ficamos hospedados as restantes duas noites.

Na França há os chamados Chambres d’hôtes, que são como hotéis mas que a dona mora no mesmo local, então é como se fosse a própria casa dela, na qual hospeda pessoas em parte do estabelecimento, então é ela própria quem prepara o café da manhã, por exemplo. Em Pommard ficamos em um chamado Les Nuits de Saint-Jean, e super recomendo!!! Os quartos eram extremamente espaçosos, limpinhos, o lugar era super agradável e o café da manhã, caseiro, estava uma delícia!!! Clica no link no nome pra dar uma olhada nas fotos, que gracinha era o lugar…

No dia seguinte começamos por Monthelie, e em termos de degustação foi a cidade que mais gostei, tinha muitas e muitas opções! A gente comprava uma taça de vidro e ia caminhando pelo vilarejo inteiro entrando e saindo das degustações, demais!!!

Passamos o restante do dia em Beaune, que acho que é a principal cidade da região, é a maior dentre todos os vilarejozinhos, então foi uma tarde de passeio e de compras dos quitutes da região! Ali é muito conhecido pelo pain d’epices, que é como se fosse um bolo simples com sabor de mel e especiarias. Famosa também é a mostarda (principalmente a mostarda dijon) e o licor de cassis! Comprei uma garrafa de licor de cassis e três potinhos de mostarda com sabores clássico, pain d’epices e de cassis!🙂

Lá também vale uma visita ao Hospices de Beaune, conhecido também como Hôtel-Dieu, que é um antigo hospital construído em 1443 para atender aos pobres e que hoje firou um museu.

Encerramos o último dia com uma visita ao castelo de Santenay, na cidade de mesmo nome, para maaaais degustação! Hehehe

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